Diagnóstico preliminar interpreta; resumo apenas repete
A Aula 09 fecha a fase de Percepção do Cenário. Ela parte do mapa da empresa, da reunião com a liderança, do levantamento de cultura, dos sinais e da linha de base. O trabalho não é colar trechos desses documentos: é mostrar a relação entre eles e dizer o que ainda precisa ser confirmado.
A NR-1 prevê levantamento preliminar de perigos e riscos e, quando necessário, identificação e avaliação mais aprofundadas. O modelo PROTEGE ajuda a registrar a passagem entre essas etapas. Não confunda o diagnóstico preliminar do método com avaliação clínica de trabalhadores ou com o inventário final do PGR.
Uma boa hipótese tem endereço e fonte
Escreva qual condição de trabalho merece investigação, em que área ou turno ela aparece e quais registros sustentam essa escolha. Um indicador sozinho pode ter várias explicações. Um relato de liderança sozinho pode refletir a visão de quem decide. Quando fontes independentes convergem, a prioridade de coleta fica mais defensável; quando divergem, a divergência também precisa ser investigada.
‘Há sobrecarga comprovada no atendimento’ é uma conclusão precoce se a coleta ainda não ocorreu. ‘Mudança de escala, horas extras e relatos sugerem investigar a distribuição de carga no atendimento’ preserva o status da informação. Essa diferença de linguagem evita que o projeto confunda suspeita com resultado.
- Fato: registro que pode ser conferido, com período e origem.
- Percepção: relato atribuído a uma pessoa ou grupo.
- Hipótese: interpretação provisória que define o que será verificado.
O que a direção deve receber
Apresente áreas prioritárias, lacunas de informação e escolhas propostas para a coleta. Peça validação sobre o contexto operacional, não aprovação automática das hipóteses. Na plataforma, o documento aparece no fim da fase P e depende das entregas anteriores; o relatório deve conservar as fontes para que a leitura possa ser revista depois dos resultados.