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Modelo de inventário de riscos psicossociais (Excel editável)

O inventário de riscos é um dos documentos mínimos do PGR. Ele reúne, perigo a perigo, onde ocorre, quem está exposto, que medidas já existem e como o risco foi classificado. A NR-1 não define formato obrigatório. Este modelo organiza os campos do item 1.5.7.3.2 em uma planilha e só ganha valor quando recebe o resultado de uma avaliação técnica feita pela sua empresa.

Atualizado em 3 de outubro de 2026. Base: Manual do GRO/PGR e Perguntas e respostas do MTE (2026).

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O que é e para que serve

O MTE lista três documentos mínimos do PGR: o inventário de riscos ocupacionais, o plano de ação e o documento com os critérios usados no GRO. O inventário consolida os dados da identificação de perigos e da avaliação de riscos (NR-1, itens 1.5.7.1 e 1.5.7.3).

Nos fatores psicossociais relacionados ao trabalho, o inventário trata da organização e das condições do trabalho: ritmo, demandas, autonomia, apoio, clareza de papéis e relações. Ele não é lugar de diagnóstico, de nome de trabalhador nem de relato individual.

A NR-1 não define um formato. O Manual do GRO/PGR do MTE (2026) traz um exemplo de planilha, e este modelo parte dele, com colunas a mais para registrar a origem e a evidência de cada risco.

Prévia da planilha de inventário de riscos psicossociais, com colunas de estabelecimento, processo, atividade, perigo e fonte
Prévia real do arquivo, com os campos em branco para preenchimento.

Base normativa

Conteúdo mínimo do inventário (NR-1, item 1.5.7.3.2, conforme o Manual do GRO/PGR, item 13.3)

Exigência ou esclarecimentoOnde está no modelo ou na fonte
Caracterização dos processos e ambientes de trabalhoColunas Processo, área ou setor
Caracterização das atividadesColuna Atividade, tarefa ou posto
Descrição dos perigos, com fontes e circunstânciasColunas Perigo e Fonte ou circunstância
Possíveis lesões ou agravos à saúdeColuna Possíveis agravos (descrição coletiva)
Grupos de trabalhadores expostos (pode ser apenas um)Coluna Grupo exposto e quantidade
Medidas de prevenção já implementadasColuna Medidas já implementadas
Caracterização da exposição: tempo, frequência e intensidadeColuna Exposição
Dados da análise preliminar e da avaliação ergonômica (NR-17)Coluna AEP
Avaliação dos riscos, com a classificação para o plano de açãoColunas Severidade, Probabilidade, Nível e Prioridade

O que vem no arquivo

Aba Como usar

Ordem de preenchimento, regras e limites do modelo.

Aba Modelo

Vazia, com 20 colunas, a referência de cada uma e listas suspensas.

Aba Exemplo fictício

Três linhas inventadas, uma delas com risco que ainda não foi localizado, para mostrar o nível de detalhe.

Aba Critérios

O documento de critérios do GRO (item 1.5.4.4.2.2), para definir a régua antes de classificar.

Aba Resumo

Contagem automática por tema, situação e nível de risco.

Colunas do Método PROTEGE

Origem da identificação, evidência e fonte, situação do registro e data, que tornam cada risco rastreável.

Como preencher, passo a passo

  1. 1Defina primeiro a aba Critérios e registre a data. Quem classifica o risco é a régua escrita antes de olhar os resultados.
  2. 2Escreva o perigo como condição de trabalho, não como sintoma. "Pessoas cansadas" é sintoma. "Sobrecarga quantitativa recorrente na área X" é uma condição que pode receber uma medida.
  3. 3Registre a origem e a evidência com fonte e data. Sem número exato, escreva a fonte da estimativa, por exemplo "cerca de um terço da equipe, segundo a liderança, na reunião de tal data".
  4. 4Localize área, atividade, turno ou função sempre que a evidência permitir. Quando não permitir, escreva "não localizado" e o motivo.
  5. 5Use mais de uma fonte. Um inventário feito só de questionário, ou só da percepção da liderança, é frágil.
  6. 6Descreva as medidas já existentes e a exposição. Esses dados sustentam a probabilidade que você atribuir.
  7. 7Atualize sempre: risco novo entra, risco revisado muda de situação e risco eliminado sai com registro.

Erros comuns

  • Inventário enxuto demais: quatro linhas, todas chamadas "estresse ocupacional", todas médias e nenhuma localizada. Sinais levantados na preparação desaparecem sem explicação.
  • Descrever o sintoma em vez da condição de trabalho que o produz.
  • Risco sem evidência. Sem número, fato ou citação, a primeira contestação derruba a linha.
  • Mudar a régua de classificação depois de ver o resultado.
  • Deixar o inventário parado. Ele precisa ser mantido atualizado, com histórico das atualizações guardado por no mínimo 20 anos, segundo o Manual do GRO/PGR.
  • Registrar nomes, diagnósticos ou relatos individuais em planilha de circulação ampla.

Exemplo fictício

Trecho do exemplo fictício incluído no modelo. Dados inventados, sem relação com nenhuma empresa.

CampoExemplo fictício
Processo e atividadeAtendimento ao cliente, atendimento telefônico do turno da manhã
PerigoSobrecarga quantitativa recorrente: o volume de chamadas nas segundas-feiras excede a capacidade da equipe no horário de pico
Fonte ou circunstânciaEscala de segunda-feira dimensionada pela média da semana, sem considerar o pico do dia
Grupo expostoEquipe do turno da manhã, cerca de 12 pessoas (estimativa da coordenação, a confirmar com a escala)
Origem e evidênciaObservação da atividade e registro agregado: fila acima da capacidade em 3 das 4 segundas-feiras do mês analisado
ClassificaçãoGradação 2 de severidade e 3 de probabilidade, nível médio, pelos critérios do exemplo

Perguntas frequentes

O inventário precisa seguir este formato?

Não. O MTE esclarece que não existe formato obrigatório. O que a NR-1 exige é o conteúdo mínimo do item 1.5.7.3.2. Este modelo é uma organização possível, baseada no exemplo do Manual do GRO/PGR.

Preciso aplicar um questionário para preencher o inventário?

Não. O MTE esclarece que questionário não é obrigatório e que não existe instrumento oficial único. Se a empresa usar questionário, o resultado precisa ser analisado tecnicamente e integrado ao inventário e/ou à AEP, porque sozinho ele não comprova a gestão dos riscos.

O inventário pode ficar sem nenhum risco psicossocial?

Não é irregular por si só, desde que a empresa demonstre, com método, critérios e evidências, que avaliou as condições de trabalho. A fiscalização olha a consistência do processo, não só a lista de riscos.

O modelo calcula o nível de risco?

Não. O nível de risco depende dos critérios que a própria empresa define na aba Critérios. O modelo só oferece o lugar para registrar essa régua e aplicar a classificação.

Com que frequência o inventário deve ser revisado?

Ele deve ser mantido atualizado. A revisão do processo de avaliação de riscos segue o item 1.5.4.4.6 da NR-1 e, em regra, ocorre no mínimo a cada 2 anos, ou antes, nas situações previstas na norma (MTE, pergunta 12).