Modelo gratuito em Excel · Para empresas, direção, RH e SST

Modelo de plano de ação para riscos psicossociais (Excel editável)

O plano de ação é um dos documentos mínimos do PGR. Ele indica as medidas de prevenção a serem introduzidas, aprimoradas ou mantidas, com cronograma, responsáveis, formas de acompanhamento e aferição de resultados. Este modelo vem vazio de propósito: as medidas dependem dos riscos que a avaliação da sua empresa encontrou e classificou no inventário.

Atualizado em 3 de outubro de 2026. Base: Manual do GRO/PGR e Perguntas e respostas do MTE (2026).

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O que é e para que serve

Depois de identificar os perigos e avaliar os riscos, a empresa precisa decidir o que fazer. O plano de ação reúne essas decisões: cada medida ligada ao risco que ela pretende controlar, com quem executa, até quando e como se saberá que funcionou (NR-1, itens 1.5.5.2.1 e 1.5.5.2.2).

A prioridade de cada medida vem dos critérios do GRO. A NR-1 ainda manda aumentar a prioridade quando mais trabalhadores são atingidos (item 1.5.5.2.1.1): entre dois riscos com a mesma classificação, o que atinge mais gente recebe prazo menor.

Para riscos psicossociais, as medidas mais fortes mudam a organização do trabalho, como escalas, fluxos e regras de prioridade. Uma ação isolada sobre a pessoa, como uma palestra, não substitui a mudança na causa.

Prévia da planilha de plano de ação de prevenção, com colunas de risco, medida, hierarquia e responsável
Prévia real do arquivo, com os campos em branco para preenchimento.

Base normativa

O que o plano precisa conter (NR-1, itens 1.5.5.2.1 e 1.5.5.2.2, conforme o Manual do GRO/PGR, quadro 11)

Exigência ou esclarecimentoOnde está no modelo ou na fonte
Medidas de prevenção a serem introduzidas, aprimoradas ou mantidasColunas Medida e A medida será
Cronograma: prazos definidos para cada medidaColunas Início e Prazo
Responsáveis: quem executará cada açãoColunas Responsável e Apoio
Formas de acompanhamento: como o andamento será verificadoColuna Forma de acompanhamento
Aferição de resultados: como a eficácia será medidaColunas Indicador e Meta
Prioridade que considera o número de trabalhadores atingidosColunas Trabalhadores atingidos e Prioridade e prazo
Registros de implementação e de acompanhamento das medidas (itens 1.5.5.3.1 e 1.5.5.3.2)Coluna Evidência da execução

O que vem no arquivo

Aba Como usar

Como escrever ação verificável, definir responsável e prazo, e manter o plano vivo.

Aba Modelo

Vazia, com 19 colunas, a referência de cada uma e listas suspensas.

Aba Exemplo fictício

Três medidas inventadas, incluindo uma com justificativa por escrito para não eliminar a fonte.

Hierarquia das medidas

Lista com os níveis do item 1.5.5.1.2: eliminar ou substituir, proteção coletiva, administrativa ou de organização do trabalho, individual.

Aba Resumo

Contagem automática de medidas por situação e percentual concluído.

Como preencher, passo a passo

  1. 1Parta do inventário. Cada medida precisa estar ligada ao risco que ela pretende controlar. Ação sem risco vinculado não conta como medida de prevenção.
  2. 2Escreva ações verificáveis. O teste: alguém de fora consegue olhar e dizer se aconteceu? "Melhorar a comunicação" não passa. "Implantar reunião semanal de 30 minutos por turno na expedição a partir de março" passa.
  3. 3Escolha o nível na hierarquia das medidas. Quando não for possível eliminar a fonte, justifique por escrito o motivo real. Se a razão é custo ou prazo, escreva custo ou prazo.
  4. 4Indique um responsável com nome. "RH" ou "a área" não executa nada.
  5. 5Use datas, não "contínuo". Se a medida é permanente, o que tem data é o marco: implantar até tal dia, primeira revisão em tal dia.
  6. 6Distribua os prazos ao longo do tempo. Um plano com tudo vencendo em dezembro não pode ser acompanhado.
  7. 7Defina o indicador e a evidência junto com a ação, de preferência usando indicadores que a empresa já acompanha.
  8. 8Informe os trabalhadores sobre os procedimentos e as limitações de cada medida implantada (NR-1, item 1.5.5.1.3).

Erros comuns

  • Preencher ações genéricas só para completar o documento.
  • Listar ações sem responsável, sem prazo ou sem forma de acompanhar. O que existe é uma lista de intenções, não um plano.
  • Concentrar todos os prazos no fim do ano, o que impede acompanhar e gera atrasos em bloco.
  • Escolher só medidas sobre o indivíduo, como palestras e apoio, e pular a mudança na organização do trabalho sem justificar.
  • Deixar indicador e evidência para depois. Sem eles, a discussão no fim do prazo vira opinião.

Exemplo fictício

Trecho do exemplo fictício incluído no modelo. Dados e datas inventados, não é recomendação de medida para a sua empresa.

CampoExemplo fictício
RiscoSobrecarga quantitativa recorrente no atendimento telefônico, nas segundas-feiras
MedidaRedimensionar a escala de segunda-feira com 2 atendentes adicionais das 9h às 13h e revisar o volume de chamadas todo mês
Nível na hierarquiaProteção coletiva (mudança na estrutura e na escala do trabalho)
JustificativaEliminar a variação do volume de chamadas não depende da empresa. A medida atua na escala, que a empresa controla.
Responsável e prazo[Nome], coordenação de atendimento, de 01/02/2027 a 30/04/2027
Indicador e evidênciaFila média em relação à capacidade nos picos. Evidência: escala publicada e relatório mensal do volume

Perguntas frequentes

Quem deve ser o responsável pela ação?

Uma pessoa com nome, que de fato executa ou responde pela execução. O MTE trata os responsáveis como elemento do plano (item 1.5.5.2.2). A empresa define formalmente quem responde pelo PGR.

Preciso medir a eficácia de cada ação?

A NR-1 pede formas de acompanhamento e aferição de resultados para as medidas de prevenção. Por isso o modelo reserva indicador, meta e evidência para cada ação.

Posso usar só treinamento e palestra como plano?

Medidas sobre a pessoa ocupam o último nível da hierarquia (item 1.5.5.1.2). O Manual do MTE admite outras medidas quando a empresa comprova a inviabilidade técnica da proteção coletiva, e a Aula 30 do Método PROTEGE orienta justificar por escrito cada nível que for pulado.

O plano precisa ser aprovado pela direção?

Na prática, as medidas dependem de recurso e de decisão de quem manda na empresa, e o Método PROTEGE recomenda validar o plano com a direção antes de executar. O modelo tem um campo para registrar a data de aprovação.

Com que frequência atualizo o plano?

Sempre que uma ação avança, atrasa ou é substituída. O plano precisa ficar coerente com os riscos avaliados e disponível.