O tamanho do problema, em números
A Organização Mundial da Saúde estima que a depressão e a ansiedade geram perdas de cerca de US$ 1 trilhão por ano para a economia global, com 12 bilhões de dias de trabalho perdidos anualmente por essas duas condições.
No Brasil, o INSS concedeu mais de 546 mil benefícios por incapacidade temporária ligados a transtornos mentais e comportamentais em 2025 — o quinto ano seguido de alta, com um custo direto estimado em bilhões de reais para a Previdência Social.
O retorno de tratar a causa, não só o sintoma
Um relatório da OMS e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 2022, estima que cada real investido em saúde mental no trabalho retorna cerca de quatro reais em resultado e ganho de produtividade. Uma análise da Deloitte, em 2024, chegou a uma proporção semelhante ao revisar estudos sobre intervenções no ambiente de trabalho.
Esse retorno não vem de qualquer iniciativa — vem de tratar a causa. Uma palestra de bem-estar isolada, sem processo de identificação e prevenção por trás, tende a não capturar esse resultado, porque não altera a condição de trabalho que gerou o risco.
Fonte dos números
Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), relatório de 2022 sobre saúde mental no trabalho, e dados do INSS/Ministério da Previdência Social sobre benefícios por incapacidade temporária no Brasil.
Como a NR-1 aproximou essa lógica da obrigação legal
A NR-1 exige identificar, avaliar, controlar e monitorar os fatores de risco psicossocial dentro do GRO — o mesmo tipo de processo sistemático que sustenta o retorno mostrado por OMS e OIT, porque atua na causa, não no sintoma.
Isso não significa que cumprir a norma garante, por si só, o retorno financeiro estimado nesses relatórios — cada organização tem variáveis próprias. Mas a lógica de identificar e tratar a causa, em vez de remediar o efeito, é a mesma que a norma passou a exigir.