Implementação · Inventário de Riscos

Inventário de riscos psicossociais: o que deve constar no PGR

9 min de leituraAtualizado em 18 de maio de 2026Implementação

Resposta rápida

O inventário de riscos psicossociais é o coração do PGR: registra quais fatores foram identificados, em quais grupos/setores/processos, com qual evidência, qual classificação e quais controles previstos. O registro deve ser por grupo (nunca por pessoa), com critério documentado de probabilidade e severidade, e vínculo claro com o plano de ação. Inventário com termos genéricos (estresse, pressão, clima ruim) sem evidência é frágil — bom inventário descreve onde ocorre, qual grupo está exposto, por que foi classificado assim e qual medida será tomada.

O inventário de riscos é uma das partes mais importantes do PGR. É nele que a empresa registra quais riscos foram identificados, onde aparecem, qual sua avaliação e quais controles estão previstos. Para riscos psicossociais, o inventário precisa traduzir informações subjetivas em gestão documentada.

Pontos principais

  • O inventário deve registrar risco por grupo, setor ou processo, não por pessoa
  • Fatores psicossociais precisam de evidência que sustente sua identificação
  • Classificação sem critério fragiliza o PGR
  • Todo risco relevante deve se conectar ao plano de ação

O que entra no inventário

O inventário deve conter a descrição dos fatores de risco identificados, o grupo exposto, a fonte de evidência, a classificação do risco e as medidas de prevenção ou controle relacionadas.

Para riscos psicossociais, exemplos comuns são sobrecarga de trabalho, baixa autonomia, conflitos interpessoais, assédio, violência, metas incompatíveis, falta de suporte da liderança e insegurança organizacional.

  • Área, setor ou grupo ocupacional avaliado
  • Fator psicossocial identificado
  • Evidência utilizada na identificação
  • Probabilidade, severidade e nível de risco
  • Medidas existentes e ações complementares
  • Responsável técnico ou responsável pela gestão do processo

Por que não registrar por indivíduo

A NR-1 trata riscos ocupacionais no contexto do trabalho. Isso significa que o inventário deve olhar para grupos, processos e setores, não para trabalhadores individualmente.

Essa abordagem também reduz exposição indevida de dados sensíveis. O objetivo é proteger pessoas melhorando condições de trabalho, não criar lista de trabalhadores vulneráveis.

LGPD e confidencialidade

Dados psicossociais podem envolver informações sensíveis. A empresa deve trabalhar com consolidação por grupo, minimização de dados e acesso restrito às informações necessárias.

Como classificar o risco

A classificação deve seguir uma lógica objetiva. A empresa pode usar matriz de probabilidade e severidade, desde que defina critérios claros antes de classificar.

O mais importante é que a classificação leve a decisões. Se um fator aparece como alto ou médio-alto, ele precisa gerar prioridade no plano de ação.

O erro mais comum no inventário psicossocial

O erro mais comum é escrever fatores genéricos sem vínculo com evidências. Termos como estresse, pressão ou clima ruim não dizem o suficiente se não estiverem conectados a um contexto específico.

Um bom inventário descreve o fator de risco com precisão: onde ocorre, qual grupo está exposto, por que foi classificado assim e qual medida será tomada.

Próximo passo

Monte um inventário rastreável e defensável

A Plataforma NR-1 IDHAN organiza fatores, grupos, classificação, responsáveis e vínculo com plano de ação para transformar diagnóstico em PGR defensável.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre implementação na NR-1

O que precisa constar no inventário de riscos psicossociais?

Área/setor/grupo ocupacional avaliado, fator psicossocial identificado, evidência usada na identificação, probabilidade, severidade e nível de risco, medidas existentes e ações complementares, e responsável pela gestão do processo. Cada linha do inventário precisa contar uma história completa que outro profissional consiga ler e entender.

Posso registrar risco psicossocial por trabalhador individual?

Não. A NR-1 trata riscos ocupacionais no contexto do trabalho — o inventário deve olhar para grupos, processos e setores, não para trabalhadores individualmente. Essa abordagem também reduz exposição indevida de dados sensíveis. O objetivo é proteger pessoas melhorando condições do trabalho, não criar lista de trabalhadores vulneráveis.

Como classificar probabilidade e severidade de risco psicossocial?

Com matriz objetiva definida antes da classificação. Probabilidade considera frequência da exposição, número de trabalhadores expostos e indicadores históricos (afastamentos, denúncias, turnover). Severidade considera potencial de dano à saúde mental, gravidade de adoecimento e reversibilidade. O critério precisa estar documentado e levar a decisões — risco alto vira prioridade no plano de ação.

Quais fatores psicossociais são mais comuns no inventário?

Sobrecarga de trabalho, baixa autonomia, conflitos interpessoais, assédio moral e sexual, violência no trabalho, metas incompatíveis, falta de suporte da liderança, insegurança organizacional, jornadas excessivas, ambiguidade de papéis e desequilíbrio entre esforço e recompensa. A lista deve ser adaptada ao contexto da operação.

Qual é o erro mais comum no inventário psicossocial?

Escrever fatores genéricos sem vínculo com evidências. Termos como 'estresse', 'pressão' ou 'clima ruim' não dizem o suficiente se não estiverem conectados a contexto específico. Um bom inventário descreve com precisão: onde ocorre, qual grupo está exposto, por que foi classificado assim e qual medida será tomada.