Dias 1 a 30: organizar a base
A primeira etapa não é aplicar questionário. É organizar a governança. A empresa precisa definir responsáveis, escopo, unidades ou grupos prioritários, documentos existentes e indicadores que já possui.
Também é o momento de alinhar diretoria, RH, SST e jurídico. Sem esse acordo inicial, a implementação tende a travar quando surgem temas sensíveis.
- Definir responsável pelo projeto e grupo de trabalho
- Mapear áreas, unidades e grupos ocupacionais
- Levantar indicadores existentes de RH e SST
- Escolher metodologia e critérios de avaliação
- Planejar comunicação interna e proteção de dados
Dias 31 a 60: coletar e avaliar
A segunda etapa envolve comunicação aos trabalhadores, aplicação de instrumentos, entrevistas ou outras formas de identificação, sempre com confidencialidade e critério técnico.
Ao final dessa fase, a empresa deve ter dados consolidados por grupo ou setor e uma leitura inicial dos fatores psicossociais mais relevantes.
Dias 61 a 90: transformar em PGR e plano
Na terceira etapa, os fatores priorizados entram no inventário de riscos e geram plano de ação. Cada ação deve ter responsável, prazo, indicador e evidência esperada.
A empresa também deve organizar um dossiê inicial com atas, comunicações, metodologia, resultados consolidados, inventário, plano e calendário de revisão.
- 1Classificar riscos por prioridade
- 2Integrar riscos psicossociais ao inventário do PGR
- 3Definir ações de controle por fator priorizado
- 4Nomear responsáveis e prazos
- 5Criar rotina de acompanhamento
- 6Montar dossiê de evidências
E se a empresa precisar de mais tempo
Nem toda empresa concluirá tudo em 90 dias, especialmente organizações com múltiplas unidades. Mas um cronograma documentado, com entregas parciais, já reduz improviso e mostra diligência.
O erro é esperar a estrutura perfeita para começar. Em NR-1, iniciar com método e evidência é melhor do que adiar até a fiscalização.
Cronograma também é evidência
Registrar decisões, responsáveis e prazos demonstra que a empresa está conduzindo o processo. Isso não substitui o PGR, mas fortalece a narrativa de implementação.
